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14 de novembro - Dia Mundial do Diabetes - diabetes e os cuidados com a pele

Os pilares da conscientização: educar, apoiar e transformar 

Celebrado em 14 de novembro desde 1991, o Dia Mundial do Diabetes foi criado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e desde 2006 com a Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar e alertar o mundo a respeito dos problemas associados à doença. 

O diabetes é caracterizado pela ausência ou insuficiência de insulina, fazendo com que a glicose não entre nas células e o açúcar acabe sobrando na circulação sanguínea. Por isso o dia 14 de novembro também é celebrado como o "Dia Mundial de Diabetes" porque se trata de uma homenagem à data de nascimento do Dr. Frederick Banting, o descobridor da insulina em 1921.

Como o diabetes afeta a pele?

O diabetes pode causar diversos desdobramentos graves para o organismo como um todo, mas, para a pele, as principais complicações se manifestam como alterações de sensibilidade nos membros inferiores e consequentes úlceras que podem gerar amputações. Isso acontece também porque a insulina é muito importante para a pele e, entre outros benefícios, ajuda no crescimento dos queratinócitos - as células cutâneas. Com esse crescimento prejudicado, perde-se espessura e elasticidade, deixando a pele mais fina e frágil. A alta taxa glicêmica acarreta, ainda, outras consequências. Veja:

  • Cicatrização lenta: a reação inflamatória nos vasos sanguíneos que nutrem a pele prejudica a irrigação e, portanto, a cicatrização.
  • Infecções: com o sistema imunológico prejudicado pela glicemia alta, fungos e bactérias ganham uma brecha para provocar diversos tipos de infecção.
  • Acantose nigricans: para compensar a falta de insulina, o corpo produz outra substância que poderia substituí-la, mas acaba desencadeando a acantose. Assim, as regiões de dobras, como pescoço e axilas, ficam escurecidas.
  • Dermatites: O diabético não tem o manto hidrolipídico bem desenvolvido, de forma que a pele fica ressecada e exposta a doenças como a dermatite.
  • Vitiligo: novamente um problema de imunidade, aqui as células de defesa atacam as células de pigmentação, causando manchas brancas pelo corpo. 
  • Pé diabético: como a pele do diabético já está mais propensa a lesões e infecções, somada à perda de sensibilidade e à irrigação sanguínea prejudicada, é possível que culmine no pé diabético - situação em que uma simples pedra no sapato pode se transformar literalmente em um problema grave a ponto de a amputação ser a única saída para evitar que a infecção se espalhe pelo corpo.

Prevenção

Prevenir todos esses problemas passa por estar vigilante com o estado geral da pele, atento a pequenas lesões e micoses, especialmente nas extremidades; hidratar-se sempre, tanto por dentro quanto por fora e evitar calçados desconfortáveis, que possam ferir os pés. Especialmente se você é diabético, o acompanhamento do dermatologista de confiança é fundamental. 

Fonte: Medical Site

14 de Novembro de 2019